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Quando os meus olhos te viram,
Meu coração disparou.
Foi como um golpe no peito
Com a mão forte do amor.
E agora só penso em você.
Quando de novo vou te ver?
Quero seu telefone,
As unhas passei a roer.
Menina,
Que coisa triste,
Será que não vou mais te ver?
Volta aqui, preciso te conhecer.
De andar por tanto lugar
Trago então os pés sujos do chão
De correr esses olhos meus
Por ali, no peito trago, emoção.
De manhã cedo,
Ouvir o cantar da terra
Acolher no peito
A viola e a vontade de amar.
Vem me dar a mão pra ver,
Vem cantar comigo enfim,
Vamos sair por aí a dançar
Me seguir aqui assim,
Nesse caminho azul,
Vamos nadar nesse mar.
Nós que já choramos tanto
Agora é a hora de sorrir
Para além dos muros de amianto
Caminhar nessa vereda a florir.
Eu já estou na estrada
Essa toada, o poeirão.
Saudade danada,
De um monte de gente.
Que emoção.
Me toma pela mão
Esse carro de boi.
Me chama atenção
Esse céu tão azul.
E vai mais longe o coração,
Que com gratidão,
Espero chegar
Pra ver a gente da minha terra,
Pra ver a gente, toda em casa
E os abraçar.
Saudade boa…
Quando você lembrar de mim.
Volta aqui.
Tô louco pra te ver.
Tomar nosso café no final de cada tarde.
Olhar o movimento, contar as novidades.
Pois, sem você a vida é sem graça.
Muda pra cá. Aluga a casa da praça.
Deixa pra lá as coisas já passadas.
A gente renova a louça quebrada.
A gente supera o amargo do gosto,
O choro do rosto.
Amo muito você.
Vem pra mim. Volta, enfim.
Nós dois sabemos,
Que não é fim
Tava tudo no escuro e nóis cendemu a luz
nóis cendemu a luz, nóis cendemu a luz
Tava tudo empoeirado e nóis passemu o pano
nóis passemu o pano, nóis passemu o pano
Tinha nada pra beber e fizemu café
fizemu café, fizemu café
Tinha nada pra cumê e fizemu cuscuz
fizemu cuscuz, fizemu cuscuz
E dispois apareceu um disco vuadô
E nóis só assuntô
nóis só assunto, nóis só assuntô
E no meio daquela luz apareceu um homi
apareceu um homi, apareceu um homi
E ele tinha u’a sanfona e foi puxanu o fole
foi puxanu o fole, foi puxanu o fole
E dizia a todo mundo: “Dance o forró”
Dance o forró, Dance o forró
E naquele forró rasgado
Um fole véi cumia,
O poeirão subia
E a gente na alegria
Da noite do sertão
E foi juntando gente
De toda a vizinhança
Cabelo liso e trança
Véio, jóvi e criança
Com toda empolgação
E foi ficano claro
E o homi que tocava
Que tanto alegrava
Era Luiz Gonzaga
Rei do Baião (ão, ão, ão)
Rei do Baião…
As faixas apresentadas neste site são guias (demos) de referência. Foram produzidas para demonstrar a intenção melódica, o arranjo sugerido e a métrica das letras, servindo como base para que intérpretes e produtores desenvolvam suas próprias versões comerciais.
Com um olhar que transita entre a profundidade da academia e a sensibilidade da música popular, Luciano Alves, que assina artisticamente como SAL, casado com a Miriam e pai da Luiza, dentre tantas outras coisas, dedica-se à arte de compor letras e melodias que contam histórias.
Perfil Artístico e Intelectual:
Ph.D. em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie). Bacharel e mestre em história (UNIFESP), Bacharel em Teologia (FTBSP), sua bagagem como poeta, historiador e teólogo confere às suas letras uma densidade poética e teológica rara na música contemporânea.
Autor publicado de obras como “O retorno de Jonas”, “Vida e fé em poesia” e “Ecos da graça”, consolidando sua habilidade em transformar sentimentos e espiritualidade em palavras.
Criador de um catálogo eclético com mais de 50 obras originais, SAL navega com naturalidade pelo Pop Solar, a MPB, o Forró, o Sertanejo Raiz e a Música Cristã/Gospel.
Suas composições são focadas em oferecer repertório inédito para intérpretes e projetos audiovisuais (YT, TV, Streaming etc.). Seu trabalho é marcado por melodias cativantes e letras que fogem do lugar-comum, unindo o cotidiano urbano à nostalgia do interior.
O catálogo de SAL é apresentado em formato de guias (demos), facilitando a visualização do potencial de cada obra para novos arranjos. O foco do autor é a entrega de composições inéditas prontas para serem vestidas por diferentes vozes e estilos musicais.
“Compor é, antes de tudo, um dom útil para registrar, do modo mais eclético possível, o visível e invisível. Minhas músicas são isto.” (SAL)